sábado, 17 de setembro de 2011

CNJ denuncia uso de ''laranjas'' para compra de terra


CNJ denuncia uso de ''laranjas'' para compra de terra

Segundo corregedora, prática vem sendo usada por investidores estrangeiros depois que o governo restringiu esse tipo de negócio


Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Um ano depois de o governo impor limites à compra de terras por empresas brasileiras com capital estrangeiro, nenhum negócio desse tipo foi registrado no Brasil. O fato teria uma explicação simples, na avaliação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon: "Os estrangeiros não aparecem porque estão usando "laranjas", os investimentos são clandestinos, via de interpostas pessoas".
'Dengosos'. Malconservados, os livros em que são feitos registros são difíceis de manusear - Divulgação
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'Dengosos'. Malconservados, os livros em que são feitos registros são difíceis de manusear
A cada três meses, os cartórios de registros de imóveis do País deveriam repassar ao governo informações atualizadas sobre compra de terras por empresas com capital estrangeiro. Registros considerados irregulares podem ser anulados. O CNJ investiga denúncias, sobretudo em cartórios localizados na fronteira agrícola do Brasil.
"Não tenho nenhum problema em concordar com a ministra", reagiu a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (TO), sobre o suposto uso de "laranjas". Segundo a senadora, negócios clandestinos, como contratos de gaveta, seriam uma resposta às limitações impostas em 2010 pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Na ocasião, a AGU enquadrou empresas cujo controle acionário ou de gestão esteja em mãos de estrangeiros nas mesmas restrições impostas a empresas e pessoas físicas estrangeiras, impedidas de comprar ou arrendar mais do que 50 módulos

Tombini: Crédito imobiliário deve alcançar 15% do PIB

Tombini: Crédito imobiliário deve 

alcançar 15% do PIB


RICARDO LEOPOLDO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que o crédito imobiliário deve atingir 15% do PIB na próxima década. "Sou entusiasta do setor imobiliário no Brasil", afirmou. Hoje, tal modalidade de financiamento alcança 5% do Produto Interno Bruto.
De acordo com o presidente do BC, a expansão da classe média no Brasil, que agregou 35 milhões de pessoas nos últimos oito anos, ajuda a expandir a demanda por crédito imobiliário, mas tal processo está ocorrendo de forma saudável. "O crédito imobiliário terá protagonismo na evolução do crédito no País", disse em palestra no Secovi-SP.
"Muito se fala que o crédito no Brasil está crescendo muito rápido. Temos um sistema bem capitalizado, provisionado para perdas, e com capacidade para resolver seus problemas", destacou. "Estamos num sistema bem preparado para crescer, moderado na margem, de forma sustentável", disse. "Nossa regulação é boa e permite que empresas tenham capacidade de absorver eventuais perdas", destacou.
Tombini disse que concorda com a avaliação de empresários do setor segundo a qual é preciso ampliar o leque de alternativas de funding para o setor de longo prazo. "O financiamento da poupança lá na frente pode registrar alguns limites", disse, sem entrar em detalhes. 

sábado, 10 de setembro de 2011


Em carta a Obama, Dilma repudia extremismo violento

Presidente do Brasil enviou uma carta de solidariedade pelos 10 anos do aniversário de 11 de setembro a Obama

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Aluísio Alves, da 
Agência Brasil
Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama em Brasília
Obama foi recebido pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em março deste ano
SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff repudiou o extremismo violento numa carta de solidariedade enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a propósito dos 10 anos dos ataques sofridos pelo país em 11 de setembro de 2001.
"Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento", diz trecho da carta divulgada neste sábado.

No documento, a presidente diz partilhar da visão de Obama, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as formas, mas fez um apelo pela reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe e pela eliminação do armamentismo nuclear.

Dilma também pediu a Obama a promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação.

Produção de petróleo na Líbia voltará em poucos dias, diz ministro

Segundo ministro interino de Petróleo e Finanças da Líbia, Ali Tarhouni, país deve atingir os níveis pré-guerra dentro de um ano

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Emma Farge, da 
Zohra Bensemra / Reuters
Rebelde líbio monta guarda no complexo de petróleo e gás da cidade de Mellitah
Rebelde líbio monta guarda no complexo de petróleo e gás da cidade de Mellitah
Brega - O ministro interino de Petróleo e Finanças da Líbia, Ali Tarhouni, disse neste sábado que a produção da commodity voltará daqui a três ou quatro dias e que o país membro da Opep deve atingir os níveis pré-guerra dentro de um ano.
A produção de petróleo na nação do norte da África ficou praticamente parada nos últimos meses, com os conflitos violentos entre rebeldes e forças leais a Muammar Gaddafi acontecendo perto de terminais costeiros, danificando estruturas e fazendo trabalhadores estrangeiros sair do país.

"Na terça ou na quarta-feira nós começaremos nos (poços de petróleo) Sarir e Mesla. Nós também produziremos gás e petróleo, não simultaneamente, em Sharara e Wafa. Nós esperamos uma diferença de dias" afirmou Tarhouni a jornalistas durante visita oficial ao terminal exportador de Brega.

Os poços de Sarir e Mesla estão há meses no território controlado pelo governo interino dos rebeldes e um grupo de trabalhadores já está no local, de acordo com a Arabian Gulf Oil Company.

Antes da guerra, a Líbia extraía 1,6 milhões de barris de petróleo por dia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Segundo os pesquisadores, pares formados por aves


Uma nova pesquisa aponta que pares de aves do mesmo sexo têm relacionamentos tão estáveis e duradouros como os casais de pássaros do sexo oposto.
Os cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley e da Universidade Saint-Etienne, na França, analisaram o comportamento de mandarins (Taeniopygia guttata), aves canoras que cantam para seus parceiros, em um hábito apontado como algo que fortalece o relacionamento do casal.
Segundo os pesquisadores, pares formados por aves do mesmo sexo cantam e cuidam um dos outro da mesma forma que os casais formados por aves do sexo oposto.
A pesquisadora americana Julie Elie, que liderou o estudo, afirma que os resultados mostram que "relacionamentos entre animais podem ser mais complexos do que apenas um macho e uma fêmea que se encontram e se reproduzem".
Elie e os outros pesquisadores da equipe se interessaram pelo comportamento dos mandarins, pássaros que estabelecem relacionamentos que duram a vida toda e são muito sociais.
Os machos cantam para os parceiros, e os pássaros ali

Edição do dia 06/08/2011
06/08/2011 21h35 - Atualizado em 08/08/2011 16h16

Faltam corretores de imóveis em SP e mão de obra preparada na construção civil

No estado de São Paulo existem 82 mil corretores de imóveis. Mas estima-se que sejam necessários 250 mil. A alta no mercado de construções abre oportunidades para outros profissionais. Em seis anos, o número de brasileiros registrados na construção civil quase dobrou.

O Jornal Nacional mostrou, nesta sexta-feira (5), como a expansão das obras no Brasil inteiro tem oferecido vagas à vontade para engenheiros - mesmo os mais jovens. Neste sábado (6), o repórter Fábio Turci prova que esse momento de alta no mercado de construções abriu oportunidades também para outros profissionais.
Um sessentão requisitado no mercado de trabalho. “Quando eu quis trabalhar, sempre tive as portas abertas”, conta o senhor.
Quando as portas se fecharam para Emerson nas gráficas, ele mudou de papel. “Antigamente eu recebia papel. Agora é bloco, areia, cimento. Então tem de tudo”, conta Em

Comprar casa exige 35% de grana à vista


Comprar casa exige 35% de grana à vista


Comprar casa exige 35% de grana à vista

Paula Cabrera
do Agora
Quem quer financiar um imóvel novo deve preparar o bolso. Para conseguir o crédito, é preciso ter grana para bancar, no mínimo, 35% do preço da casa no momento da assinatura do contrato.
Isso acontece porque os bancos exigem, de cara, entrada de 20% a 30% do valor do imóvel. Além disso, é preciso pagar imposto de transferência, escritura e taxas cartoriais, que contabilizam até 5% do valor da casa.
Só em impostos e taxas de cartório o comprador vai deixar 4% do valor do imóvel. As taxas de avaliação do espaço e do perfil do interessado levam mais 1%. "Só o ITBI [imposto de transferência] leva 2% do valor. Há também outras taxas de avaliação, que, juntas, levam mais 3%", diz João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação).